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Sumário

O que é Heliponto?

heliponto

Heliponto é uma área delimitada em terra, sobre uma estrutura, em edifício elevado ou em outro local apropriado, destinada ao pouso, decolagem e movimentação de helicópteros.

No contexto da segurança contra incêndio no Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 31/2025 – Segurança contra incêndio para heliponto e heliporto.

A IT 31/2025 estabelece requisitos básicos de segurança contra incêndio para edificações e áreas de risco que possuam helipontos ou heliportos, atendendo ao Regulamento de Segurança Contra Incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo.

Em termos práticos, o heliponto deve ser analisado como uma área de risco especial. Ele envolve pouso e decolagem de aeronaves, presença de combustível, rotores em movimento, possibilidade de acidente operacional, necessidade de extinção inicial, proteção de pessoas, sinalização, balizamento, equipamentos e integração com a edificação onde está instalado.

Para que serve um heliponto?

O heliponto serve para permitir operações de pouso, decolagem e movimentação de helicópteros em local delimitado e preparado para essa finalidade.

Ele pode existir em diferentes contextos:

  • hospitais;
  • edifícios corporativos;
  • condomínios verticais;
  • bases operacionais;
  • áreas industriais;
  • instalações públicas;
  • empreendimentos privados;
  • centros logísticos;
  • plataformas e instalações especiais;
  • áreas de apoio a serviços emergenciais;
  • empreendimentos com transporte aéreo executivo.

Do ponto de vista de segurança contra incêndio, o heliponto exige atenção porque a operação de helicópteros combina risco aeronáutico, risco de incêndio, risco de emergência médica, risco de evacuação, risco de queda de pessoas, risco de exposição de áreas adjacentes e necessidade de resposta rápida.

Qual norma trata de heliponto em São Paulo?

No Estado de São Paulo, a norma de segurança contra incêndio é a IT 31/2025 – Segurança contra incêndio para heliponto e heliporto.

A IT 31/2025 entrou em vigor em 20 de março de 2025, conforme a Portaria nº CCB-003/800/25, e substituiu a IT 31/2019.

Ela se aplica a todas as edificações e áreas de risco que possuam helipontos ou heliportos.

A norma deve ser lida em conjunto com:

  • Decreto Estadual nº 69.118/2024;
  • IT 03/2025 – Terminologia de segurança contra incêndio;
  • IT 11/2025 – Saídas de emergência;
  • IT 17/2025 – Brigada de incêndio;
  • IT 18/2025 – Iluminação de emergência;
  • IT 20/2025 – Sinalização de emergência;
  • IT 21/2025 – Extintores de incêndio;
  • IT 22/2025 – Hidrantes e mangotinhos, quando aplicável;
  • normas aeronáuticas vigentes da ANAC, DECEA e Comando da Aeronáutica, conforme o caso.

A IT 31 trata da segurança contra incêndio. A regularização aeronáutica do heliponto envolve outros órgãos e regras específicas.

Heliponto e heliporto são a mesma coisa?

Não exatamente.

Na linguagem comum, os termos são usados de forma parecida. Porém, tecnicamente, há distinção.

A IT 31/2025 registra que um heliporto é um heliponto dotado de facilidades de apoio, abastecimento, embarque e desembarque de pessoas e cargas. Por isso, para simplificar a redação, a própria IT informa que utilizará somente a palavra “heliponto” ao longo do texto.

Em termos práticos:

  • heliponto: área destinada ao pouso, decolagem e movimentação de helicópteros;
  • heliporto: heliponto com facilidades adicionais de apoio às operações, passageiros, cargas ou abastecimento.

Para o usuário do Guia SEGCI, a mensagem central é: a IT 31/2025 trata de ambos no campo da segurança contra incêndio, mas o enquadramento aeronáutico completo deve ser verificado nas normas e órgãos competentes.

Heliponto público e heliponto privado

Helipontos podem ser públicos ou privados, conforme o regime de uso, registro, homologação e operação definidos pelas normas aeronáuticas.

Um heliponto privado é destinado ao uso restrito ou particular, conforme regras de registro e operação aplicáveis.

Um heliponto público é destinado ao uso público, conforme requisitos de homologação e operação previstos nas normas da aviação civil.

A diferença entre público e privado pode alterar requisitos de infraestrutura, operação, documentação, cadastro, fiscalização e regras aeronáuticas.

A análise de segurança contra incêndio pelo Corpo de Bombeiros não substitui os procedimentos de registro, homologação ou autorização junto aos órgãos aeronáuticos competentes.

Heliponto ao nível do solo e heliponto elevado

A posição do heliponto influencia diretamente sua análise.

Um heliponto ao nível do solo é aquele implantado em área térrea ou terreno.

Um heliponto elevado é aquele construído acima do nível do solo, por exemplo sobre edifícios, lajes, coberturas ou estruturas elevadas.

O heliponto elevado exige cuidado adicional porque pode estar sobre uma edificação ocupada, com rotas de fuga, escadas, shafts, casas de máquinas, sistemas de incêndio, acesso de emergência, estrutura, drenagem, ventilação, sinalização e áreas de permanência abaixo ou próximas.

Em edifícios altos, a presença de heliponto deve ser compatibilizada com segurança estrutural, saídas de emergência, acesso de equipes, proteção contra incêndio, controle de áreas técnicas e operação da edificação.

A IT 31/2025 se aplica a qualquer heliponto?

A IT 31/2025 se aplica a todas as edificações e áreas de risco que possuam helipontos ou heliportos no Estado de São Paulo.

Isso inclui helipontos em:

  • edificações;
  • áreas de risco;
  • coberturas;
  • hospitais;
  • edifícios corporativos;
  • instalações privadas;
  • instalações públicas;
  • áreas industriais;
  • empreendimentos especiais.

A aplicação da IT 31 deve considerar as adequações necessárias às regras aeronáuticas e às exigências do Regulamento de Segurança Contra Incêndio.

A IT 31 substitui a homologação ou registro aeronáutico?

Não.

A IT 31/2025 trata dos requisitos de segurança contra incêndio no âmbito do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

A homologação, registro, cadastro, operação e requisitos de infraestrutura aeronáutica devem ser verificados junto aos órgãos competentes, como ANAC, DECEA, Comando da Aeronáutica e demais autoridades aplicáveis.

A própria IT 31 recomenda observar os requisitos para homologação ou registro de helipontos e heliportos junto aos órgãos regionais competentes do Comando da Aeronáutica.

Portanto, o projeto de heliponto exige duas leituras complementares:

  • segurança contra incêndio;
  • segurança e regularização aeronáutica.

Uma não elimina a outra.

O que diz a IT 31/2025?

A IT 31/2025 estabelece requisitos básicos para segurança contra incêndio em helipontos e heliportos.

A norma trata de:

  • objetivo;
  • aplicação;
  • definições;
  • condições gerais;
  • avisos de segurança;
  • balizamento luminoso;
  • prevenção e extinção de incêndio;
  • sistemas de combate a incêndio;
  • prescrições diversas;
  • referências normativas e bibliográficas;
  • tabela de dimensionamento de extintores em helipontos.

O conteúdo tem foco em segurança operacional contra incêndio e prevenção de acidentes nas áreas de pouso, decolagem e circulação de pessoas em torno do helicóptero.

O que mudou na IT 31/2025?

A IT 31/2025 substituiu a IT 31/2019.

O comparativo do Guia SEGCI registra que a edição de 2025 manteve a maior parte da disciplina técnica anterior, com alterações pontuais, reorganização editorial e atualização de referências.

Entre os pontos de destaque estão:

  • reorganização da estrutura da norma;
  • atualização das referências normativas;
  • manutenção do núcleo técnico de avisos, balizamento, prevenção e extinção de incêndio;
  • alteração na forma de apresentação do Anexo A;
  • inclusão de critério sobre a altura do heliponto para fins de leitura do Regulamento de Segurança Contra Incêndio;
  • ajuste relacionado a EPI para brigadistas.

A leitura prática é que a IT 31/2025 não criou um modelo completamente novo para helipontos, mas atualizou e reorganizou o texto dentro do novo marco normativo de 2025.

O heliponto conta como último pavimento da edificação?

A IT 31/2025 trouxe ponto relevante nas prescrições diversas: para fins de altura, conforme as definições do Regulamento de Segurança Contra Incêndio, o nível em que se encontra o heliponto não deve ser considerado como último pavimento.

Esse detalhe é importante porque a altura da edificação influencia várias exigências de segurança contra incêndio.

A presença de um heliponto na cobertura não deve ser interpretada automaticamente como criação de um novo pavimento terminal para fins de enquadramento de altura, conforme a regra específica da IT 31/2025.

Essa análise deve ser registrada com cuidado em projetos e regularizações.

Quais são os principais riscos de um heliponto?

Os principais riscos associados a helipontos incluem:

  • incêndio decorrente de acidente com aeronave;
  • vazamento de combustível;
  • incêndio em área de pouso;
  • exposição da edificação ao fogo;
  • colisão de pessoas com rotor principal ou rotor de cauda;
  • queda em heliponto elevado;
  • dificuldade de acesso para combate a incêndio;
  • operação com visibilidade reduzida;
  • falhas de sinalização;
  • falhas de balizamento luminoso;
  • ausência de equipe treinada;
  • falta de equipamentos adequados;
  • ausência de EPI;
  • obstrução de acessos;
  • incompatibilidade com rotas de fuga ou áreas técnicas;
  • falha de comunicação em emergência.

O heliponto deve ser tratado como uma área de operação crítica. A prevenção depende de infraestrutura, sinalização, treinamento, equipamentos, manutenção e controle operacional.

O que são avisos de segurança em helipontos?

Avisos de segurança são informações visuais e orientativas instaladas no heliponto e em suas imediações para reduzir risco de acidentes.

A IT 31/2025 exige avisos de segurança em todos os helipontos, com recomendações expressas para pessoas que transitem pela área de pouso e suas imediações.

Esses avisos devem considerar situações como:

  • aproximação de pessoas;
  • embarque e desembarque;
  • movimentação de cargas;
  • helicóptero com rotores em movimento;
  • risco de colisão com rotor de cauda;
  • áreas de permanência proibida;
  • rotas seguras de circulação;
  • condutas de emergência.

O aviso não deve ser apenas formalidade visual. Ele precisa orientar comportamento real em área de risco.

Por que o rotor de cauda é destacado?

A IT 31/2025 dá ênfase à necessidade de avisos para evitar colisão de pessoas com o rotor de cauda dos helicópteros.

Esse risco é crítico porque o rotor de cauda pode ser menos percebido por pessoas não treinadas, especialmente em situações de ruído, vento, pressa, baixa visibilidade ou embarque e desembarque.

A área do rotor de cauda deve ser evitada, sinalizada e controlada operacionalmente.

Do ponto de vista editorial, esse é um bom exemplo para explicar por que heliponto não é apenas obra civil ou marcação no piso. Ele também envolve comportamento seguro de pessoas.

O que é balizamento luminoso de heliponto?

Balizamento luminoso é o conjunto de luzes e dispositivos visuais que auxiliam a identificação e a operação do heliponto, especialmente em condições noturnas ou de baixa visibilidade, quando aplicável.

Na IT 31/2025, o balizamento luminoso aparece como um dos itens de procedimentos.

A especificação do balizamento deve observar a IT 31 e as normas aeronáuticas aplicáveis, como requisitos da ANAC, DECEA e Comando da Aeronáutica.

Do ponto de vista de segurança contra incêndio, o balizamento não substitui sinalização de emergência, extintores, equipe, EPI ou demais medidas. Ele compõe a segurança operacional do heliponto.

Heliponto precisa de extintores?

Sim, a IT 31/2025 traz anexo específico com tabela de dimensionamento de extintores em helipontos.

A proteção por extintores deve considerar o tipo de heliponto, as características da operação, a área, o risco envolvido e os critérios normativos.

Extintores em heliponto devem estar:

  • em quantidade adequada;
  • com agente compatível;
  • sinalizados;
  • acessíveis;
  • protegidos contra intempéries, quando necessário;
  • desobstruídos;
  • dentro da validade;
  • com manutenção em dia;
  • próximos aos pontos definidos em projeto;
  • disponíveis para uso por pessoal treinado.

O dimensionamento não deve ser feito por estimativa informal. Deve seguir o Anexo A da IT 31/2025 e demais critérios aplicáveis.

Heliponto precisa de sistema fixo de combate a incêndio?

A necessidade de sistemas fixos depende do enquadramento do heliponto, da edificação, do risco e das exigências da IT 31/2025 e demais normas aplicáveis.

Podem existir situações em que a proteção por extintores seja o ponto central da exigência. Em outras, a edificação pode possuir hidrantes, mangotinhos, sprinklers, bombas, reserva de incêndio ou sistemas relacionados por exigência geral da edificação.

A análise deve considerar o conjunto:

  • IT 31 para heliponto;
  • IT 21 para extintores;
  • IT 22 para hidrantes e mangotinhos, quando aplicável;
  • IT 17 para brigada;
  • IT 11 para saídas de emergência;
  • IT 18 para iluminação;
  • IT 20 para sinalização;
  • requisitos aeronáuticos.

Heliponto precisa de brigada?

Helipontos exigem pessoal treinado e pronto para atuação nas condições previstas pela norma e pelo plano operacional da edificação.

A IT 31/2025 trata da proteção contra incêndio e das operações de salvamento no contexto do heliponto, incluindo previsão de conjuntos de EPI adequados para uso dos brigadistas.

A existência de heliponto em uma edificação pode influenciar a análise de brigada, treinamento, plano de emergência, procedimentos de abandono, comunicação e resposta inicial.

A quantidade e a formação da brigada devem ser analisadas conforme a IT 17/2025, a IT 31/2025 e o risco da edificação.

Quais EPIs são necessários em heliponto?

A IT 31/2025 registra exigência relacionada a conjuntos de EPI adequados, em local de fácil acesso, para uso dos brigadistas.

A definição exata dos equipamentos deve ser feita conforme a norma, o risco, a operação e o plano de resposta.

Em termos conceituais, EPI em heliponto deve ser pensado para proteção em ações iniciais de emergência, salvamento, aproximação segura e resposta ao risco de incêndio, sempre dentro dos limites de treinamento e segurança.

Não se deve improvisar equipe ou equipamento em heliponto. A resposta precisa estar previamente planejada.

Heliponto precisa de sinalização?

Sim.

A sinalização de heliponto envolve tanto a sinalização aeronáutica quanto sinalizações de segurança contra incêndio e emergência.

Podem existir sinalizações relacionadas a:

  • identificação do heliponto;
  • carga admissível;
  • área de pouso e decolagem;
  • rotas de circulação segura;
  • avisos de segurança;
  • equipamentos de combate a incêndio;
  • proibição de acesso;
  • rotas de fuga;
  • iluminação e balizamento;
  • áreas de risco.

A sinalização deve ser compatibilizada com normas aeronáuticas e com as ITs do Corpo de Bombeiros, especialmente IT 20 quando houver sinalização de emergência.

Heliponto precisa de iluminação de emergência?

Pode precisar, dependendo da edificação, acesso, rotas, operação e exigências aplicáveis.

Além do balizamento luminoso aeronáutico, o heliponto elevado ou associado a uma edificação deve ter suas rotas de acesso, escadas, áreas técnicas e caminhos de emergência analisados quanto à iluminação de emergência, conforme a IT 18/2025.

É importante não confundir:

  • balizamento luminoso de operação do heliponto;
  • iluminação de emergência para abandono e circulação segura;
  • sinalização de emergência;
  • iluminação normal da edificação.

Esses sistemas têm funções diferentes e podem coexistir.

Heliponto precisa de rota de fuga?

Sim. Áreas ocupadas ou acessíveis por pessoas precisam de condições seguras de abandono, especialmente em uma emergência.

Em helipontos elevados, a rota de fuga deve ser compatibilizada com:

  • escadas;
  • acesso à edificação;
  • portas;
  • sinalização;
  • iluminação;
  • proteção contra queda;
  • controle de fumaça, quando aplicável;
  • distância até área segura;
  • acesso da brigada;
  • acessos de manutenção;
  • rotas de emergência.

A IT 11/2025 deve ser considerada para saídas de emergência da edificação, e a IT 31 deve ser consultada para exigências específicas do heliponto.

Heliponto em hospital

Helipontos hospitalares têm função crítica em transporte aeromédico e atendimento de emergência.

Além dos requisitos gerais de segurança contra incêndio, devem ser considerados:

  • fluxo de pacientes;
  • acesso de macas;
  • comunicação com áreas hospitalares;
  • controle de público;
  • segurança de equipe médica;
  • sinalização;
  • rotas internas;
  • integração com brigada;
  • prontidão para emergência;
  • operação noturna, quando aplicável;
  • protocolos de pouso, decolagem e evacuação.

Hospitais também possuem ocupação sensível, com pessoas em condição de mobilidade reduzida, o que torna o planejamento de segurança ainda mais rigoroso.

Heliponto em edifício corporativo

Edifícios corporativos com heliponto geralmente possuem operação em cobertura ou área elevada.

Pontos críticos:

  • segurança estrutural da laje ou plataforma;
  • acesso controlado;
  • elevadores e escadas;
  • rotas de fuga;
  • integração com brigada;
  • equipamentos de combate;
  • sinalização;
  • controle de pessoas não autorizadas;
  • manutenção do heliponto;
  • operação com ocupantes no edifício;
  • comunicação em emergência;
  • enquadramento da altura.

A presença do heliponto deve ser compatibilizada com a segurança contra incêndio geral do edifício.

Heliponto em área industrial

Áreas industriais podem possuir riscos adicionais ao heliponto, como:

  • líquidos inflamáveis;
  • gases combustíveis;
  • tanques;
  • subestações;
  • processos térmicos;
  • armazenamento externo;
  • áreas classificadas;
  • produtos perigosos;
  • tráfego de veículos;
  • acesso de viaturas.

Nesses casos, a análise do heliponto deve considerar não apenas a área de pouso, mas também o entorno industrial e seus riscos específicos.

Heliponto e segurança estrutural

Helipontos elevados exigem análise estrutural compatível com as cargas e condições de operação.

Do ponto de vista de segurança contra incêndio, a estrutura que suporta o heliponto deve ser compatibilizada com a IT 08/2025, quando aplicável, e com as normas estruturais e aeronáuticas pertinentes.

A análise deve considerar não apenas o peso da aeronave, mas também desempenho em emergência, acesso, proteção, manutenção, interfaces com a edificação e possíveis efeitos de um incêndio.

Heliponto e compartimentação

Quando o heliponto está sobre uma edificação, é necessário verificar se a área se comunica com ambientes internos, casas de máquinas, shafts, escadas, pavimentos ocupados ou áreas técnicas.

A compartimentação pode ser relevante para impedir que um incêndio ou fumaça se propague para o interior da edificação.

A análise pode envolver IT 09/2025, IT 11/2025, IT 15/2025 e IT 31/2025, conforme o projeto.

Heliponto e controle de fumaça

Um incêndio em heliponto pode gerar fumaça em área elevada, com possível influência sobre rotas, casas de máquinas, tomadas de ar, áreas técnicas, pavimentos superiores e fachadas.

A necessidade de controle de fumaça depende da edificação e do sistema de segurança exigido.

O ponto importante é que o heliponto deve ser compatibilizado com tomadas de ar, pressurização de escadas, sistemas de ventilação e controle de fumaça quando esses sistemas existirem.

Heliponto e acesso operacional

A operação de emergência em heliponto exige acesso rápido aos equipamentos e à área de ocorrência.

O projeto deve prever:

  • acesso da equipe treinada;
  • localização de equipamentos;
  • área livre de obstruções;
  • rotas internas;
  • controle de portas;
  • comunicação;
  • sinalização;
  • acesso para manutenção;
  • integração com o plano de emergência;
  • pontos de encontro ou áreas seguras, quando aplicáveis.

A área do heliponto não deve ser usada como depósito, área técnica improvisada ou local de circulação sem controle.

Heliponto e plano de emergência

O plano de emergência da edificação deve considerar a existência do heliponto.

O plano pode prever:

  • quem aciona a emergência;
  • como a brigada é mobilizada;
  • quais equipamentos devem ser usados;
  • quem controla acesso ao heliponto;
  • como ocorre comunicação com ocupantes;
  • como isolar a área;
  • como proceder em pouso de emergência;
  • como comunicar o Corpo de Bombeiros;
  • como interagir com equipe aeronáutica;
  • como realizar abandono ou evacuação da área;
  • como registrar e revisar ocorrências.

Heliponto sem procedimento é fragilidade operacional. A segurança depende de rotina, treinamento e clareza de responsabilidades.

Heliponto e manutenção

A manutenção do heliponto deve abranger elementos físicos, equipamentos de combate, sinalização, iluminação, balizamento, acesso, drenagem, pintura, barreiras, avisos e documentação.

Devem ser verificados, conforme o tipo de instalação:

  • marcações de piso;
  • sinalização horizontal;
  • avisos de segurança;
  • balizamento luminoso;
  • extintores;
  • abrigos e suportes;
  • EPIs;
  • acessos;
  • guarda-corpos e proteções;
  • integridade da superfície;
  • drenagem;
  • obstruções;
  • comunicação;
  • iluminação;
  • registros de inspeção;
  • interface com brigada e operação.

A manutenção deve seguir normas aplicáveis e procedimentos da edificação.

Heliponto e drenagem

A área do heliponto deve ser analisada também quanto à drenagem.

Em uma emergência com vazamento, chuva, espuma, água de combate ou contaminantes, a drenagem pode influenciar propagação, acúmulo de líquido, risco ambiental e segurança operacional.

A solução deve ser compatível com normas técnicas, meio ambiente, segurança contra incêndio e projeto da edificação.

Não se deve permitir que líquidos inflamáveis ou resíduos de emergência sejam conduzidos de forma inadequada para áreas ocupadas, shafts, drenos sem controle ou sistemas comuns sem análise.

Heliponto e combustível

Nem todo heliponto possui abastecimento.

Quando há abastecimento, armazenamento ou apoio a combustível, a análise se torna mais complexa e pode envolver requisitos adicionais de segurança contra incêndio, líquidos inflamáveis, contenção, distanciamentos, fontes de ignição, operação, extintores, espuma, treinamento e normas específicas.

Nesse caso, além da IT 31, podem ser relevantes IT 25, IT 27, IT 22, normas aeronáuticas e normas ambientais.

A presença de combustível transforma o heliponto de área de pouso em instalação com risco adicional.

Heliponto e extintores: por que o dimensionamento é específico?

Helipontos envolvem risco diferente de uma sala comercial, corredor ou ambiente técnico comum.

A possibilidade de incêndio envolvendo aeronave, combustível, operação de pouso e área elevada exige critério próprio.

Por isso, a IT 31/2025 possui anexo específico para dimensionamento de extintores em helipontos, em vez de remeter apenas à distribuição geral da IT 21.

A IT 21 continua importante para conceitos gerais de extintores, mas a IT 31 traz regra própria para o cenário de heliponto.

Heliponto e rotas de acesso ao público

Quando há passageiros, pacientes, equipe operacional, equipe médica, tripulação ou funcionários circulando até o heliponto, as rotas precisam ser seguras, controladas e sinalizadas.

Pontos de atenção:

  • portas de acesso;
  • controle de circulação;
  • aproximação segura à aeronave;
  • separação de áreas perigosas;
  • risco de rotor;
  • sinalização;
  • iluminação;
  • barreiras físicas;
  • comunicação;
  • acompanhamento por equipe treinada.

A circulação no heliponto não deve ser livre ou improvisada.

Heliponto e altura da edificação

A presença de heliponto pode gerar dúvida sobre altura, pavimentos e enquadramento das medidas de segurança.

A IT 31/2025 esclarece que o nível em que se encontra o heliponto não deve ser considerado como último pavimento para fins de altura, conforme as definições do Regulamento.

Essa regra deve ser usada com precisão. Ela não significa que o heliponto seja irrelevante para o projeto. Significa que, para o critério de altura, há tratamento específico quanto ao nível do heliponto.

Heliponto em projeto técnico do Corpo de Bombeiros

Quando uma edificação possui heliponto, o projeto técnico deve indicar essa condição e demonstrar atendimento à IT 31/2025.

O projeto pode precisar apresentar:

  • localização do heliponto;
  • tipo de heliponto;
  • acessos;
  • rotas;
  • sinalizações;
  • avisos de segurança;
  • balizamento luminoso;
  • extintores;
  • EPIs;
  • equipe ou brigada;
  • proteção contra incêndio;
  • relação com sistemas da edificação;
  • detalhes de acesso e segurança;
  • documentação complementar;
  • referências normativas;
  • responsabilidade técnica.

A documentação deve ser suficiente para análise e vistoria.

O que deve constar no memorial de heliponto?

Um memorial de segurança contra incêndio para heliponto pode incluir:

  • identificação da edificação;
  • localização do heliponto;
  • tipo de heliponto: nível do solo ou elevado;
  • uso previsto;
  • indicação se há abastecimento ou não;
  • relação com heliporto, quando houver facilidades de apoio;
  • requisitos da IT 31/2025 atendidos;
  • avisos de segurança;
  • balizamento luminoso;
  • dimensionamento de extintores;
  • EPIs;
  • equipe treinada;
  • rotas de acesso e fuga;
  • integração com brigada e plano de emergência;
  • relação com sistemas de incêndio da edificação;
  • documentos aeronáuticos, quando aplicáveis;
  • conclusão técnica.

Esse memorial ajuda a separar o que é requisito de segurança contra incêndio do que é requisito aeronáutico.

Checklist técnico inicial para heliponto

Antes de analisar um heliponto, o responsável técnico deve verificar:

  • se é heliponto ou heliporto;
  • se é ao nível do solo ou elevado;
  • se é público ou privado;
  • se há abastecimento;
  • se há passageiros, cargas ou facilidades de apoio;
  • se a IT 31/2025 se aplica;
  • quais requisitos aeronáuticos precisam ser consultados;
  • se há avisos de segurança;
  • se há balizamento luminoso;
  • se há extintores dimensionados pelo Anexo A;
  • se há EPI adequado;
  • se há equipe treinada;
  • se as rotas de acesso e abandono são seguras;
  • se há interferência com sistemas da edificação;
  • se a altura do heliponto foi interpretada corretamente;
  • se há documentação técnica e responsabilidade profissional.

Esse checklist é orientativo. A definição final depende da norma, do projeto e da autoridade competente.

Erros comuns em helipontos

Alguns erros aparecem com frequência em projetos e regularizações:

  • tratar heliponto apenas como pintura na cobertura;
  • confundir heliponto com heliporto sem avaliar facilidades de apoio;
  • ignorar a IT 31/2025 no projeto de segurança contra incêndio;
  • não consultar normas aeronáuticas vigentes;
  • deixar avisos de segurança ausentes ou genéricos;
  • não destacar risco do rotor de cauda;
  • dimensionar extintores sem consultar o Anexo A;
  • manter extintores vencidos ou obstruídos;
  • não prever EPIs adequados para brigadistas;
  • não integrar o heliponto ao plano de emergência;
  • não treinar equipe para resposta inicial;
  • não controlar acesso de pessoas à área de pouso;
  • confundir balizamento luminoso com iluminação de emergência;
  • deixar rotas sem sinalização e iluminação adequadas;
  • não revisar o heliponto após reforma na cobertura;
  • não considerar combustível quando há abastecimento;
  • não manter documentação aeronáutica e de incêndio alinhadas.

Heliponto exige integração entre engenharia, arquitetura, segurança contra incêndio, operação predial e aviação.


Perguntas frequentes

O que é heliponto?

É uma área delimitada destinada ao pouso, decolagem e movimentação de helicópteros, podendo estar ao nível do solo ou sobre uma estrutura elevada.

Qual norma trata de heliponto em São Paulo?

No Estado de São Paulo, a referência de segurança contra incêndio é a IT 31/2025 – Segurança contra incêndio para heliponto e heliporto.

A IT 31/2025 substituiu qual norma?

A IT 31/2025 substituiu a IT 31/2019.

Quando a IT 31/2025 entrou em vigor?

A IT 31/2025 entrou em vigor em 20 de março de 2025, conforme a Portaria nº CCB-003/800/25.

Qual a diferença entre heliponto e heliporto?

Heliporto é um heliponto dotado de facilidades de apoio, abastecimento, embarque e desembarque de pessoas e cargas. A IT 31 usa a palavra heliponto para tratar ambos no contexto da segurança contra incêndio.

Heliponto precisa de extintores?

Sim. A IT 31/2025 possui Anexo A com tabela de dimensionamento de extintores em helipontos.

Heliponto precisa de aviso de segurança?

Sim. A IT 31/2025 exige avisos de segurança em todos os helipontos, especialmente para orientar pessoas em relação à aproximação, embarque, cargas e risco de rotor em movimento.

Heliponto precisa de balizamento luminoso?

A IT 31/2025 trata de balizamento luminoso como item dos procedimentos, devendo ser avaliado conforme a norma e os requisitos aeronáuticos aplicáveis.

Heliponto conta como último pavimento?

Para fins de altura, conforme a IT 31/2025, o nível em que se encontra o heliponto não deve ser considerado como último pavimento.

A IT 31 substitui a regularização na ANAC ou no Comando da Aeronáutica?

Não. A IT 31 trata de segurança contra incêndio. Registro, homologação, operação e requisitos aeronáuticos devem ser verificados junto aos órgãos competentes.

Heliponto precisa de brigada?

A existência de heliponto exige análise de equipe treinada, resposta inicial, EPI e integração com brigada e plano de emergência, conforme IT 31, IT 17 e o risco da edificação.

Heliponto e heliporto têm os mesmos requisitos de incêndio?

A IT 31 trata os dois dentro do mesmo escopo de segurança contra incêndio, usando a palavra heliponto ao longo do texto. Quando houver facilidades adicionais, como abastecimento, apoio, passageiros ou cargas, a análise pode exigir requisitos complementares.


Conclusão

Heliponto é uma área destinada ao pouso, decolagem e movimentação de helicópteros. Quando está presente em uma edificação ou área de risco no Estado de São Paulo, deve ser analisado conforme a IT 31/2025 – Segurança contra incêndio para heliponto e heliporto.

A IT 31/2025 entrou em vigor em 20 de março de 2025, substituiu a IT 31/2019 e preservou o núcleo técnico de segurança contra incêndio para helipontos, com ajustes de organização, referências, EPI e interpretação de altura.

A diferença entre heliponto e heliporto é importante: heliporto é um heliponto com facilidades de apoio, abastecimento, embarque e desembarque. Ainda assim, a IT 31 utiliza o termo heliponto para tratar ambos no seu texto.

O heliponto exige avisos de segurança, atenção ao risco do rotor de cauda, balizamento, extintores dimensionados, equipe treinada, EPI, rotas de acesso, manutenção e integração com o plano de emergência da edificação.

Além disso, a segurança contra incêndio não substitui os requisitos aeronáuticos. A regularização do heliponto deve considerar também normas e órgãos competentes da aviação civil e do Comando da Aeronáutica.

Consulte a IT 31/2025 completa no Guia SEGCI e acompanhe os próximos conteúdos da série sobre heliponto, heliporto, sinalização, extintores, balizamento luminoso, brigada, EPI e comparativo entre IT 31/2019 e IT 31/2025.


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