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Sumário

O que é Iluminação de Emergência?

iluminação de emergência

Iluminação de emergência é o sistema destinado a fornecer luz suficiente para permitir o deslocamento seguro dos ocupantes quando ocorre falha da iluminação normal da edificação.

Em uma situação de incêndio, queda de energia, pane elétrica ou abandono de área, a iluminação de emergência ajuda as pessoas a enxergar rotas de fuga, portas, corredores, escadas, rampas, obstáculos, mudanças de direção e equipamentos de segurança.

No Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 18/2025 – Iluminação de emergência, que fixa as condições necessárias para o projeto e instalação desse sistema em edificações e áreas de risco.

A IT 18/2025 adota a ABNT NBR 10898 – Sistema de iluminação de emergência naquilo que não contrariar o disposto na própria Instrução Técnica.

Em termos práticos, a iluminação de emergência é uma medida fundamental para que as saídas de emergência, a sinalização, a brigada e os ocupantes consigam atuar em condições mínimas de visibilidade.

Para que serve a iluminação de emergência?

A iluminação de emergência serve para manter condições mínimas de visibilidade em uma edificação quando a iluminação normal falha.

Entre suas funções principais estão:

  • iluminar rotas de fuga;
  • permitir a visualização de corredores, halls, escadas e rampas;
  • indicar mudanças de direção;
  • reduzir risco de quedas e colisões;
  • permitir identificação de portas e saídas;
  • apoiar a leitura da sinalização de emergência;
  • favorecer o abandono seguro;
  • auxiliar a atuação da brigada de incêndio;
  • permitir acesso inicial de equipes de emergência;
  • reduzir confusão em ambientes com baixa visibilidade.

A iluminação de emergência não deve ser analisada como simples complemento elétrico. Ela faz parte da estratégia de abandono da edificação.

Qual norma trata da iluminação de emergência?

No Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 18/2025 – Iluminação de emergência.

A IT 18/2025 entrou em vigor em 20 de março de 2025, conforme a Portaria nº CCB-003/800/25, e substituiu a IT 18/2019.

No campo das normas técnicas brasileiras, a principal referência é a ABNT NBR 10898:2023 – Sistema de iluminação de emergência.

A NBR 10898:2023 especifica requisitos mínimos para sistemas de iluminação de emergência instalados em edificações, áreas e passagens onde o sistema é requerido em caso de falta de iluminação natural ou falha da iluminação normal.

Também podem ser relevantes outras normas, como a ABNT NBR 5410, para instalações elétricas de baixa tensão, e a ABNT NBR 15465, relacionada a eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão, quando aplicáveis ao projeto e à instalação.

O que diz a IT 18/2025?

A IT 18/2025 fixa condições para projeto e instalação do sistema de iluminação de emergência nas edificações e áreas de risco, atendendo ao Regulamento de Segurança Contra Incêndio do Estado de São Paulo.

A norma se aplica às edificações e áreas de risco onde o sistema de iluminação de emergência é exigido.

A IT 18/2025 também define procedimentos para diferentes fontes e configurações de alimentação do sistema, como:

  • grupo motogerador;
  • sistema centralizado com baterias;
  • conjunto de blocos autônomos;
  • iluminação de aclaramento;
  • iluminação de balizamento.

Esses temas são importantes porque a iluminação de emergência não se limita à escolha de uma luminária. O desempenho depende de fonte de energia, tempo de comutação, autonomia, distribuição, instalação elétrica, manutenção e compatibilização com a rota de fuga.

Iluminação de emergência é obrigatória?

A iluminação de emergência é obrigatória quando exigida pelo Regulamento de Segurança contra Incêndio e pelas Instruções Técnicas aplicáveis à edificação ou área de risco.

A exigência depende de fatores como:

  • ocupação;
  • área;
  • altura;
  • população;
  • uso da edificação;
  • presença de público;
  • existência de rotas de fuga internas;
  • pavimentos superiores ou inferiores;
  • escadas e rampas;
  • ambientes com baixa ou nenhuma iluminação natural;
  • medidas de segurança exigidas no processo.

Na prática, a iluminação de emergência aparece com frequência em projetos técnicos, projetos técnicos simplificados, regularizações, AVCB e CLCB.

Mesmo em edificações simples, a ausência de iluminação adequada pode comprometer a segurança do abandono e a leitura das demais medidas de emergência.

Quais são os tipos de iluminação de emergência?

A IT 18/2025 trabalha com dois tipos principais de iluminação de emergência quanto à função:

  • iluminação de aclaramento;
  • iluminação de balizamento.

Esses dois tipos se complementam, mas não têm exatamente a mesma função.

A iluminação de aclaramento fornece nível mínimo de iluminação sobre o ambiente, permitindo deslocamento seguro.

A iluminação de balizamento indica o sentido, a direção ou a continuidade da rota de fuga, auxiliando o ocupante a seguir o caminho correto até a saída.

O que é iluminação de aclaramento?

Iluminação de aclaramento é a iluminação destinada a garantir nível mínimo de visibilidade nos ambientes, rotas de fuga, corredores, halls, escadas, rampas e áreas de circulação.

Ela permite que as pessoas enxerguem o piso, obstáculos, degraus, portas, mudanças de direção e demais elementos necessários para o deslocamento seguro.

Na IT 18/2025, a distância máxima entre pontos de iluminação de emergência de aclaramento não deve ultrapassar 15 m, e a distância entre o ponto de iluminação e a parede não deve ultrapassar 7,5 m. Outro distanciamento pode ser adotado desde que atenda aos parâmetros da NBR 10898.

A iluminação de aclaramento deve ser pensada de forma contínua ao longo do percurso de abandono. Não basta instalar luminárias isoladas apenas nas portas.

O que é iluminação de balizamento?

Iluminação de balizamento é a iluminação destinada a indicar o caminho, a direção ou a continuidade da rota de fuga.

Ela é especialmente relevante em saídas, portas, mudanças de direção, escadas, corredores, rampas e ambientes com grande concentração de público.

A IT 18/2025 prevê que, se a luminária de emergência de balizamento atender ao nível de aclaramento de 3 lux, pode ser dispensada a instalação de uma luminária de aclaramento no mesmo local.

Isso mostra que balizamento e aclaramento podem se sobrepor em determinadas situações, desde que o desempenho exigido seja atendido.

Qual a diferença entre iluminação de emergência e sinalização de emergência?

Iluminação de emergência e sinalização de emergência são medidas diferentes, embora atuem juntas.

A iluminação de emergência fornece luz para permitir deslocamento seguro e visibilidade mínima.

A sinalização de emergência comunica informações visuais, como direção da rota de fuga, saída, equipamento de combate a incêndio, proibição, alerta ou instrução complementar.

Em uma emergência, o ocupante precisa enxergar o ambiente e entender para onde deve ir. Por isso, a iluminação deve permitir a leitura e a percepção da sinalização, e a sinalização deve estar posicionada de forma coerente com a rota iluminada.

Iluminação de emergência substitui sinalização?

Não. A iluminação de emergência não substitui a sinalização de emergência.

Uma luminária pode permitir que a pessoa enxergue o corredor, mas não necessariamente indica a rota correta, a saída final, a mudança de direção ou a localização de um equipamento.

Da mesma forma, uma placa de saída pode perder eficiência se o ambiente estiver escuro demais para sua leitura e identificação.

Por isso, a análise deve compatibilizar a IT 18/2025 com a IT 20/2025 – Sinalização de emergência.

Iluminação de emergência substitui saída de emergência?

Não. A iluminação apenas permite que a rota seja visível e utilizável. Ela não corrige uma saída mal dimensionada, uma escada inadequada, uma porta bloqueada ou uma distância de caminhamento incompatível.

A saída de emergência deve atender à IT 11/2025, enquanto a iluminação deve garantir condições mínimas para que essa saída possa ser utilizada em uma falha da iluminação normal.

A iluminação é parte do sistema de abandono, mas não substitui o dimensionamento físico da rota.

Quais sistemas podem alimentar a iluminação de emergência?

A IT 18/2025 aborda três formas principais de alimentação ou configuração do sistema:

  • grupo motogerador (GMG);
  • sistema centralizado com baterias;
  • conjunto de blocos autônomos.

Cada solução possui características próprias de projeto, instalação, manutenção e aplicação.

A escolha depende da edificação, do risco, da complexidade do sistema, da necessidade de autonomia, do tempo de comutação, da manutenção disponível e das exigências normativas aplicáveis.

O que é bloco autônomo de emergência?

Bloco autônomo é uma luminária de emergência com bateria incorporada ou sistema próprio de alimentação, projetada para acender quando ocorre falha da energia normal.

É uma solução muito usada em edificações menores, corredores, escadas, áreas comuns, ambientes comerciais, rotas de fuga e pontos específicos de iluminação.

A simplicidade de instalação não elimina a necessidade de critérios técnicos. O bloco autônomo precisa ter autonomia, desempenho, posicionamento, manutenção e certificação compatíveis com a aplicação.

A IT 18/2025 indica que as baterias para sistemas autônomos devem ser de chumbo-ácido selada ou níquel-cádmio, isentas de manutenção.

O que é sistema centralizado com baterias?

Sistema centralizado com baterias é uma solução em que a alimentação de emergência parte de um conjunto centralizado de baterias e comandos, distribuindo energia para as luminárias do sistema.

Esse tipo de solução pode ser adequado para edificações em que se deseja maior controle, manutenção centralizada ou alimentação de vários pontos por uma fonte comum.

A IT 18/2025 exige atenção ao local de instalação dos componentes da fonte centralizada, que deve ser não acessível ao público, sem risco de incêndio, ventilado e sem oferecer risco de acidentes aos usuários.

Quando houver baterias reguladas por válvulas, o local de instalação deve ser ventilado e protegido contra acúmulo de gases.

O que é grupo motogerador para iluminação de emergência?

Grupo motogerador, ou GMG, é uma fonte de energia que pode alimentar sistemas essenciais quando ocorre falha da energia normal.

Na iluminação de emergência, o GMG pode ser usado como fonte de alimentação, desde que atenda aos requisitos aplicáveis de tempo de comutação, acesso, instalação, tomada de ar, proteção, circuitos e demais critérios técnicos.

A IT 18/2025 exige que seja garantido acesso controlado e desobstruído desde a área externa até o grupo motogerador.

Quando o GMG estiver instalado em local confinado, deve ser garantido que a tomada de ar seja realizada sem risco de captar fumaça oriunda de incêndio. Nessa condição, a norma também exige compartimento resistente ao fogo por 2 horas e acesso protegido por PCF P-90.

O que é tempo de comutação?

Tempo de comutação é o intervalo entre a falha da iluminação normal e o funcionamento efetivo da iluminação de emergência.

Esse tempo é crítico porque uma rota de fuga não pode permanecer escura em uma situação de abandono.

A IT 18/2025 prevê que, nas edificações atendidas por grupo motogerador, quando o tempo de comutação for superior ao estabelecido pela NBR 10898, deve ser previsto sistema centralizado por bateria ou bloco autônomo.

Na prática, isso significa que o projetista precisa verificar não apenas a existência de um gerador, mas também se o tempo de entrada em operação atende ao desempenho necessário para a iluminação de emergência.

Qual o nível mínimo de iluminamento?

A IT 18/2025 estabelece nível mínimo de iluminamento de:

  • 3 lux em locais planos, como corredores, halls e áreas de refúgio;
  • 5 lux em locais com desnível, como escadas ou passagens com obstáculos.

Esses valores são importantes porque a iluminação de emergência deve permitir deslocamento seguro, e não apenas acender uma luz simbólica no ambiente.

Ambientes com escadas, degraus, rampas, obstáculos ou mudanças de nível exigem maior atenção, porque a baixa visibilidade aumenta risco de quedas e acidentes durante o abandono.

Qual a distância entre luminárias de emergência?

Para iluminação de emergência de aclaramento, a IT 18/2025 estabelece que a distância máxima entre os pontos não deve ultrapassar 15 m, e a distância entre o ponto de iluminação e a parede não deve ultrapassar 7,5 m.

Outro distanciamento pode ser adotado desde que atenda aos parâmetros da NBR 10898.

Isso significa que o posicionamento das luminárias não deve ser feito apenas por estética, simetria ou conveniência elétrica. O critério principal é garantir o iluminamento necessário nos pontos de circulação e abandono.

Onde instalar iluminação de emergência?

A iluminação de emergência deve ser instalada nos locais necessários para o abandono seguro e o uso das rotas de fuga.

Entre os pontos mais comuns estão:

  • corredores;
  • halls;
  • escadas;
  • rampas;
  • portas de saída;
  • descargas;
  • mudanças de direção;
  • áreas de refúgio;
  • passagens com obstáculos;
  • locais com desnível;
  • áreas de reunião de público;
  • subsolos;
  • garagens;
  • casas de máquinas ou áreas técnicas, quando aplicável;
  • pontos de equipamentos essenciais, quando necessário.

O projeto deve considerar a rota real de abandono, não apenas uma distribuição genérica de luminárias.

Iluminação de emergência em escadas

Escadas exigem atenção especial, porque há desnível, risco de queda e fluxo de pessoas em movimento.

A IT 18/2025 estabelece iluminamento mínimo de 5 lux em locais com desnível, como escadas ou passagens com obstáculos.

Além disso, a iluminação deve permitir identificação de degraus, patamares, corrimãos, portas corta-fogo, sinalização, mudanças de direção e obstáculos.

Uma escada escura ou com pontos de sombra pode comprometer o abandono, mesmo que a rota esteja corretamente dimensionada pela IT 11.

Iluminação de emergência em áreas de reunião de público

Em ambientes de reunião de público, a iluminação de emergência tem papel ainda mais sensível.

Locais como auditórios, casas de espetáculo, templos, cinemas, teatros, salões, casas noturnas e espaços de eventos podem concentrar grande quantidade de pessoas, muitas vezes em ambiente desconhecido, com baixa iluminação normal ou ruído elevado.

Nesses casos, a iluminação de emergência deve ser compatibilizada com sinalização, saídas, lotação, rotas de fuga, brigada, alarme e procedimentos de abandono.

A IT 18/2025 prevê regra específica para luminárias localizadas acima das portas de saída em ambientes fechados com lotação superior a 100 pessoas para determinadas ocupações do grupo F, que devem ser do tipo balizamento e permanecer acesas durante a utilização do ambiente, em funcionamento normal e de emergência.

Iluminação de emergência em subsolos e garagens

Subsolos e garagens podem apresentar menor iluminação natural, percursos extensos, rampas, obstáculos, pilares, mudanças de direção e presença de veículos.

A iluminação de emergência nesses locais deve considerar:

  • rotas de fuga;
  • acessos a escadas;
  • rampas;
  • obstáculos;
  • portas;
  • sinalização;
  • pontos de mudança de direção;
  • visibilidade em caso de falha de energia;
  • eventual presença de fumaça.

A iluminação não deve ser pensada apenas para circulação normal de veículos, mas para abandono de pessoas em condição de emergência.

Tensão máxima das luminárias

A IT 18/2025 estabelece que a tensão das luminárias de aclaramento e balizamento para iluminação de emergência em áreas com carga de incêndio deve ser de, no máximo, 30 V, para preservar a segurança das equipes envolvidas no salvamento e combate a incêndio.

Para instalações existentes, quando não for possível reduzir a tensão de alimentação das luminárias, a IT 18/2025 admite a utilização de interruptor diferencial-residual de 30 mA, com disjuntor termomagnético de 10 A, instalado conforme a ABNT NBR 5410.

Esse ponto mostra a relação entre iluminação de emergência, segurança elétrica e operação em situação de incêndio.

Iluminação de emergência precisa de manutenção?

Sim. A iluminação de emergência precisa ser inspecionada e mantida para garantir que funcione no momento necessário.

A manutenção deve verificar, conforme o tipo de sistema:

  • funcionamento das luminárias;
  • autonomia das baterias;
  • estado dos blocos autônomos;
  • carregadores;
  • lâmpadas ou módulos LED;
  • cabos e conexões;
  • acionamento automático;
  • tempo de comutação;
  • grupo motogerador;
  • sistema centralizado de baterias;
  • identificação de circuitos;
  • obstruções e alterações de layout;
  • nível de iluminamento;
  • limpeza e conservação dos equipamentos.

Uma luminária instalada, mas com bateria comprometida, não entrega segurança. Da mesma forma, um sistema centralizado sem manutenção pode falhar em uma queda de energia.

Iluminação de emergência e projeto técnico

O projeto de iluminação de emergência deve indicar os pontos de iluminação, tipos de equipamentos, fonte de energia, rotas atendidas, autonomia, circuitos, comandos, distâncias, níveis de iluminamento e demais informações necessárias para análise, instalação e vistoria.

A representação em planta deve permitir que o sistema seja compreendido por quem aprova, instala, inspeciona e mantém.

Em projetos mais complexos, pode ser necessário apresentar memorial, cálculo luminotécnico, especificações dos equipamentos, curvas fotométricas, autonomia e critérios de distribuição.

Iluminação de emergência em edificações existentes

Edificações existentes podem apresentar limitações para adequação do sistema, como ausência de infraestrutura elétrica, falta de shafts, rotas antigas, escadas estreitas, luminárias obsoletas ou sistemas sem documentação.

Nesses casos, a adequação deve considerar a norma vigente, as condições reais da edificação e, quando aplicável, as regras específicas para edificações existentes.

Adaptação não significa aceitar um sistema inseguro. A iluminação deve permitir uso seguro das rotas e atender aos critérios mínimos aplicáveis.

Relação entre iluminação de emergência e brigada de incêndio

A brigada de incêndio depende de condições mínimas de visibilidade para orientar o abandono, verificar ambientes, apoiar ocupantes e executar procedimentos iniciais de emergência.

Se a iluminação falha, a atuação da brigada se torna mais difícil e arriscada.

Por isso, em treinamentos e simulados, é importante verificar se a iluminação de emergência realmente permite a leitura da rota, da sinalização, dos pavimentos, das portas e dos obstáculos.

Relação entre iluminação de emergência e SDAI

O sistema de detecção e alarme de incêndio alerta os ocupantes sobre uma emergência. A iluminação de emergência permite que esses ocupantes se desloquem com segurança após o alerta.

A sequência lógica de segurança envolve:

  1. o alarme informa a emergência;
  2. a sinalização orienta a rota;
  3. a iluminação permite enxergar o caminho;
  4. a saída de emergência permite o abandono;
  5. a brigada apoia a evacuação e a resposta inicial.

Quando uma dessas medidas falha, o desempenho do conjunto pode ser comprometido.

Erros comuns em iluminação de emergência

Alguns erros aparecem com frequência em projetos, instalações e vistorias:

  • tratar luminária de emergência como item decorativo;
  • distribuir pontos sem avaliar iluminamento;
  • ignorar escadas, rampas e obstáculos;
  • deixar áreas de rota de fuga com sombras;
  • usar bloco autônomo sem autonomia adequada;
  • não testar baterias;
  • instalar luminárias em pontos obstruídos;
  • não compatibilizar iluminação com sinalização;
  • esquecer mudanças de direção;
  • não considerar tempo de comutação do grupo motogerador;
  • não prever manutenção;
  • manter equipamentos vencidos, danificados ou sem carga;
  • não atualizar o sistema após reforma ou alteração de layout;
  • usar tensão inadequada em áreas com carga de incêndio;
  • não considerar requisitos específicos de locais de reunião de público.

A iluminação de emergência deve ser projetada, instalada e mantida como sistema de segurança, não como simples acessório elétrico.


Perguntas frequentes

O que é iluminação de emergência?

É o sistema que fornece iluminação mínima para permitir deslocamento seguro dos ocupantes quando ocorre falha da iluminação normal da edificação.

Qual é a norma de iluminação de emergência?

No Estado de São Paulo, a referência é a IT 18/2025. No campo das normas técnicas brasileiras, a referência principal é a ABNT NBR 10898:2023.

Iluminação de emergência é obrigatória?

Sim, quando exigida pelo Regulamento de Segurança contra Incêndio e pelas Instruções Técnicas aplicáveis à edificação ou área de risco.

Qual a diferença entre iluminação de aclaramento e balizamento?

A iluminação de aclaramento fornece nível mínimo de luz para deslocamento seguro. A iluminação de balizamento indica direção, continuidade ou sentido da rota de fuga.

Qual o nível mínimo de iluminamento?

A IT 18/2025 estabelece 3 lux em locais planos, como corredores e halls, e 5 lux em locais com desnível, como escadas ou passagens com obstáculos.

Qual a distância entre luminárias de emergência?

Para iluminação de aclaramento, a IT 18/2025 estabelece distância máxima de 15 m entre pontos e 7,5 m entre o ponto de iluminação e a parede, admitindo outro distanciamento desde que atenda à NBR 10898.

Bloco autônomo serve como iluminação de emergência?

Sim, desde que o equipamento e sua instalação atendam aos requisitos aplicáveis de desempenho, autonomia, posicionamento e manutenção.

Grupo motogerador pode alimentar iluminação de emergência?

Sim, desde que atenda aos requisitos aplicáveis, incluindo tempo de comutação, instalação, acesso, tomada de ar e proteção conforme a IT 18/2025 e normas relacionadas.

Iluminação de emergência substitui sinalização?

Não. A iluminação permite visibilidade. A sinalização orienta o caminho, identifica saídas e equipamentos e comunica informações de segurança.

Iluminação de emergência precisa de manutenção?

Sim. Baterias, luminárias, fontes, comandos, geradores, circuitos e pontos de iluminação devem ser testados e mantidos para garantir funcionamento em emergência.


Conclusão

A iluminação de emergência é uma medida essencial para que as rotas de fuga possam ser utilizadas em caso de falha da iluminação normal.

Ela não se resume a instalar luminárias. O sistema precisa garantir iluminamento mínimo, autonomia, distribuição adequada, integração com sinalização, compatibilidade com saídas de emergência e funcionamento confiável durante uma situação crítica.

No Estado de São Paulo, a IT 18/2025 é a principal referência para o tema. Ela deve ser aplicada em conjunto com a ABNT NBR 10898:2023 e com outras normas e Instruções Técnicas relacionadas, como IT 11, IT 20, IT 19 e IT 17.

A iluminação de emergência precisa permitir que os ocupantes enxerguem corredores, escadas, rampas, portas, obstáculos e sinalizações. Também precisa auxiliar a brigada e as equipes de emergência durante os primeiros momentos da ocorrência.

Quando bem projetada, instalada e mantida, a iluminação de emergência reduz incertezas, melhora a orientação dos ocupantes e contribui para um abandono mais seguro.

Consulte a IT 18/2025 completa no Guia SEGCI e acompanhe os próximos conteúdos da série sobre iluminação de aclaramento, iluminação de balizamento, blocos autônomos, grupo motogerador, autonomia e aplicação prática da NBR 10898.


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