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ToggleO que é Organograma de Brigada de Incêndio?

Organograma de brigada de incêndio é a representação gráfica ou textual da estrutura de liderança, coordenação e atuação da brigada dentro de uma edificação ou área de risco.
Ele mostra como a brigada está organizada, quem coordena, quem lidera, quais brigadistas atuam em cada pavimento, setor, compartimento, edificação ou turno, e como essas pessoas se relacionam em uma situação de emergência.
No Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 17/2025 – Brigada de incêndio, que estabelece as condições mínimas para composição, formação, implantação, treinamento e atualização da brigada de incêndio em edificações e áreas de risco.
A IT 17/2025 indica que o organograma da brigada varia de acordo com o número de edificações, número de pavimentos em cada edificação e número de empregados em cada pavimento, compartimento, setor ou turno.
Em termos práticos, o organograma da brigada de incêndio responde a uma pergunta simples, mas decisiva: em caso de emergência, quem faz o quê, sob a coordenação de quem, em qual área da edificação e em qual turno?
Para que serve o organograma da brigada de incêndio?
O organograma da brigada serve para organizar a resposta inicial em uma emergência.
Entre suas funções principais estão:
- identificar o coordenador geral da brigada;
- identificar chefes, líderes ou responsáveis por áreas;
- distribuir brigadistas por edificação, pavimento, setor ou turno;
- evitar acúmulo indevido de funções;
- facilitar comunicação durante emergência;
- apoiar o plano de emergência;
- orientar abandono de área;
- organizar primeiros socorros;
- organizar combate ao princípio de incêndio;
- apoiar simulados;
- demonstrar implantação formal da brigada;
- facilitar treinamentos e reciclagens;
- orientar responsáveis por manutenção e segurança;
- documentar a estrutura exigida pelo Corpo de Bombeiros.
Sem organograma, a brigada pode existir apenas como lista de nomes. Com organograma, ela passa a ser uma estrutura operacional.
Qual norma trata do organograma da brigada de incêndio?
No Estado de São Paulo, a norma principal é a IT 17/2025 – Brigada de incêndio.
A IT 17/2025 entrou em vigor em 20 de março de 2025, conforme a Portaria nº CCB-003/800/25, e substituiu a IT 17/2019.
A norma trata de:
- composição da brigada;
- organograma;
- programa de curso;
- atribuições;
- procedimentos básicos;
- controle do programa de brigada;
- reciclagem;
- critérios de cálculo;
- anexos com exemplos e modelos;
- formação de brigadistas;
- integração com plano de emergência;
- atuação até a chegada do socorro especializado.
No tema específico do organograma, o ponto central é o item que trata da variação conforme número de edificações, pavimentos, empregados por pavimento, compartimento, setor ou turno, remetendo ao Anexo E da IT 17/2025.
Também podem ser relevantes:
- ABNT NBR 14276, sobre brigada de incêndio e emergência;
- ABNT NBR 15219, sobre plano de emergência contra incêndio;
- IT 16/2025, quando houver gerenciamento de riscos de incêndio;
- IT 20/2025, para sinalização de emergência;
- IT 19/2025, quando houver integração com sistema de detecção e alarme;
- IT 11/2025, para saídas de emergência;
- IT 18/2025, para iluminação de emergência.
O que diz a IT 17/2025 sobre organograma?
A IT 17/2025 estabelece que o organograma da brigada de incêndio da edificação varia conforme:
- número de edificações;
- número de pavimentos em cada edificação;
- número de empregados em cada pavimento;
- compartimento;
- setor;
- turno.
Essa redação é importante porque impede o uso de um organograma único e genérico para qualquer edificação.
Uma loja térrea pequena pode ter estrutura simples. Um hospital, shopping, indústria, escola, condomínio vertical ou centro logístico pode precisar de organização por setores, pavimentos, blocos, turnos, áreas críticas ou equipes.
O organograma deve refletir a edificação real.
Organograma é obrigatório?
Quando a edificação possui brigada de incêndio exigida, a organização formal da brigada deve ser demonstrável.
A IT 17/2025 trata expressamente do organograma da brigada, e a estrutura deve ser compatível com a edificação, os pavimentos, os setores e os turnos.
Na prática, o organograma é parte importante da implantação da brigada e pode ser solicitado, conferido ou usado como documento de apoio em processos, treinamentos, simulados, auditorias internas, fiscalização ou renovação de licença.
Mesmo quando não apresentado como desenho complexo, a estrutura de coordenação e liderança precisa estar clara, documentada e atualizada.
Organograma é a mesma coisa que lista de brigadistas?
Não.
A lista de brigadistas mostra quem são as pessoas treinadas e integrantes da brigada.
O organograma da brigada mostra como essas pessoas se organizam hierarquicamente e operacionalmente.
Uma lista pode conter nomes, função, setor, turno, certificado e contato.
O organograma mostra:
- quem é o coordenador geral;
- quem substitui o coordenador;
- quem lidera cada edificação ou pavimento;
- quais brigadistas atuam por setor;
- quem responde por cada turno;
- como a comunicação deve fluir;
- como as equipes se organizam em emergência.
A lista informa “quem existe”. O organograma informa “como funciona”.
Organograma é a mesma coisa que plano de emergência?
Não.
O plano de emergência é mais amplo. Ele descreve procedimentos, cenários, responsabilidades, rotas de fuga, comunicação, abandono, acionamento, recursos, pontos de encontro, simulados e ações em caso de incêndio ou emergência.
O organograma é uma parte da estrutura organizacional da brigada dentro desse plano.
Em termos simples:
- organograma: estrutura de pessoas e hierarquia;
- plano de emergência: procedimentos completos de resposta.
O ideal é que o organograma esteja incorporado ou referenciado no plano de emergência.
Quem participa do organograma da brigada?
O organograma pode incluir diferentes funções, conforme o porte e a complexidade da edificação.
Entre os papéis mais comuns estão:
- coordenador geral da brigada;
- substituto do coordenador geral;
- chefe de brigada;
- líder de pavimento;
- líder de setor;
- líder de turno;
- brigadistas;
- brigadistas de abandono;
- brigadistas de primeiros socorros;
- brigadistas de combate inicial;
- equipe de apoio;
- responsável por comunicação;
- responsável pelo ponto de encontro;
- bombeiro civil, quando houver;
- segurança patrimonial, quando integrado ao plano;
- equipe de manutenção predial, quando houver interface operacional.
A nomenclatura pode variar, mas a lógica deve ser clara: coordenação, liderança e execução.
O que faz o coordenador geral da brigada?
O coordenador geral da brigada é a pessoa responsável por coordenar a brigada de incêndio de forma ampla, considerando a edificação ou conjunto de edificações.
Em geral, ele deve ter capacidade de liderança, conhecimento da planta, respaldo da administração, treinamento compatível e condições de tomar decisões operacionais em emergência.
Suas funções podem incluir:
- coordenar a implantação da brigada;
- manter a estrutura atualizada;
- organizar simulados;
- acompanhar treinamentos;
- garantir comunicação com líderes;
- articular com administração, segurança, manutenção e CIPA, quando houver;
- acompanhar plano de emergência;
- coordenar resposta inicial até a chegada do socorro especializado;
- manter registros;
- garantir substituto treinado e capacitado.
A IT 17/2025 indica que, na ausência do coordenador geral, deve estar previsto no plano de emergência um substituto treinado e capacitado, sem acúmulo de funções.
O que faz o chefe da brigada?
O chefe da brigada, quando previsto na estrutura, normalmente atua em nível intermediário entre o coordenador geral e os líderes de pavimento, setor ou turno.
Ele pode coordenar uma edificação, bloco, área operacional, unidade ou equipe específica.
Em edificações maiores, pode haver mais de um chefe de brigada, por exemplo:
- chefe da brigada do bloco A;
- chefe da brigada do bloco B;
- chefe da brigada do turno diurno;
- chefe da brigada do turno noturno;
- chefe da brigada de área industrial;
- chefe da brigada de área administrativa.
A função exata deve estar definida no plano de emergência e no organograma.
O que faz o líder de brigada?
O líder de brigada atua na coordenação direta de um grupo de brigadistas.
Pode ser responsável por:
- pavimento;
- setor;
- compartimento;
- turno;
- área de risco;
- rota de fuga;
- ponto de encontro;
- equipe de primeiros socorros;
- equipe de abandono;
- equipe de combate inicial.
O líder ajuda a transformar a orientação do coordenador em ação prática no local.
Em uma emergência, a liderança distribuída é importante porque o coordenador geral não consegue estar em todos os pavimentos e setores ao mesmo tempo.
O que faz o brigadista?
O brigadista é a pessoa treinada para atuar na prevenção, orientação, abandono, combate ao princípio de incêndio e primeiros socorros, dentro dos limites de sua formação e segurança.
Suas atribuições podem incluir:
- conhecer os riscos da edificação;
- orientar ocupantes;
- acionar alarme;
- iniciar procedimentos de abandono;
- combater princípio de incêndio, quando seguro;
- prestar primeiros socorros iniciais;
- comunicar a emergência;
- apoiar evacuação;
- conduzir pessoas ao ponto de encontro;
- verificar áreas, quando previsto e seguro;
- apoiar o Corpo de Bombeiros após sua chegada;
- participar de simulados e reciclagens.
O brigadista não substitui o Corpo de Bombeiros. Ele atua na prevenção e resposta inicial até a chegada do socorro especializado.
Como montar um organograma de brigada de incêndio?
Um roteiro prático para montar o organograma é:
- identificar a ocupação da edificação;
- verificar se a brigada é exigida pela IT 17/2025 e pelo Regulamento;
- calcular a quantidade de brigadistas necessária;
- identificar edificações, blocos, pavimentos e setores;
- identificar turnos de funcionamento;
- definir coordenador geral;
- definir substituto do coordenador geral;
- definir chefes ou líderes por bloco, pavimento, setor ou turno;
- distribuir brigadistas por área;
- definir funções específicas, como abandono, primeiros socorros, combate inicial e comunicação;
- registrar nomes, cargos, contatos e certificados;
- integrar o organograma ao plano de emergência;
- testar o organograma em simulado;
- revisar após alterações de equipe, layout, uso ou turno.
O organograma deve ser simples o suficiente para ser entendido rapidamente e completo o suficiente para representar a operação real.
Como dimensionar a brigada antes do organograma?
Antes de montar o organograma, é necessário definir quantas pessoas compõem a brigada.
A quantidade de brigadistas deve ser determinada conforme a IT 17/2025, considerando a ocupação, população fixa por pavimento ou compartimento, risco e critérios dos anexos aplicáveis.
O organograma vem depois do dimensionamento.
A sequência correta é:
- classificar a edificação;
- determinar população fixa;
- calcular número mínimo de brigadistas;
- selecionar pessoas;
- treinar e certificar;
- organizar a estrutura em organograma;
- implantar e testar em simulado.
Um organograma bonito, mas com quantidade insuficiente de brigadistas, não resolve a exigência normativa.
O organograma deve ser por pavimento?
Depende.
Em edificações verticais, o organograma por pavimento costuma ser útil porque cada andar pode precisar de líder e brigadistas próprios.
Exemplos:
- edifícios comerciais;
- condomínios verticais;
- hotéis;
- hospitais;
- escolas;
- prédios públicos;
- edifícios corporativos.
Em cada pavimento, pode haver:
- líder do pavimento;
- brigadistas do pavimento;
- responsáveis por abandono;
- responsáveis por pessoas com mobilidade reduzida;
- equipe de apoio.
A necessidade exata depende da população, da ocupação, do risco e da estrutura da edificação.
O organograma deve ser por setor?
Em edificações horizontais, industriais, comerciais ou complexas, o organograma por setor pode ser mais eficiente.
Exemplos de setores:
- produção;
- estoque;
- almoxarifado;
- administrativo;
- manutenção;
- expedição;
- cozinha;
- auditório;
- estacionamento;
- área técnica;
- central de utilidades;
- laboratório;
- atendimento ao público.
Cada setor pode ter líder e brigadistas próprios, respeitando turnos e riscos específicos.
O organograma deve acompanhar a forma como a edificação funciona.
O organograma deve ser por turno?
Sim, quando a edificação opera em mais de um turno.
O erro comum é montar organograma apenas com a equipe do horário comercial, ignorando noite, madrugada, fins de semana, feriados, plantões ou equipes reduzidas.
Se a edificação funciona em turnos, a brigada precisa estar organizada por turno.
Exemplos:
- hospitais;
- hotéis;
- indústrias;
- centros logísticos;
- condomínios;
- call centers;
- vigilância 24 horas;
- shoppings;
- serviços essenciais;
- cozinhas industriais.
A emergência pode ocorrer fora do horário administrativo. O organograma precisa refletir essa realidade.
O organograma deve ser por edificação ou bloco?
Quando há mais de uma edificação no mesmo empreendimento, pode ser necessário organizar a brigada por edificação, bloco ou unidade.
Exemplos:
- campus universitário;
- condomínio empresarial;
- indústria com blocos separados;
- hospital com anexos;
- shopping com torre comercial;
- centro logístico com vários galpões;
- escola com prédios independentes;
- complexo público.
Nesses casos, pode haver um coordenador geral para todo o empreendimento e líderes por bloco ou edificação.
A lógica deve facilitar a resposta inicial no local do evento, sem depender de deslocamento lento de pessoas de outros blocos.
Modelo 1 — Organograma simples para edificação térrea
Este modelo pode ser usado como referência editorial para edificação simples, com um pavimento, um setor principal e uma equipe reduzida.
COORDENADOR GERAL DA BRIGADA
└── LÍDER DA BRIGADA
├── BRIGADISTA 1 — Abandono de área
├── BRIGADISTA 2 — Combate inicial
├── BRIGADISTA 3 — Primeiros socorros
└── BRIGADISTA 4 — Comunicação e ponto de encontro
Aplicação típica:
- loja térrea;
- escritório pequeno;
- escola pequena;
- área administrativa simples;
- edificação com um único setor operacional.
Observação: o modelo deve ser ajustado conforme o dimensionamento da IT 17/2025.
Modelo 2 — Organograma por pavimento
Este modelo pode ser útil para edificações verticais.
COORDENADOR GERAL DA BRIGADA
├── SUBSTITUTO DO COORDENADOR
├── LÍDER DO 1º PAVIMENTO
│ ├── Brigadista de abandono
│ ├── Brigadista de combate inicial
│ └── Brigadista de primeiros socorros
├── LÍDER DO 2º PAVIMENTO
│ ├── Brigadista de abandono
│ ├── Brigadista de combate inicial
│ └── Brigadista de primeiros socorros
└── LÍDER DO 3º PAVIMENTO
├── Brigadista de abandono
├── Brigadista de combate inicial
└── Brigadista de primeiros socorros
Aplicação típica:
- edifício comercial;
- hotel;
- escola vertical;
- prédio administrativo;
- edifício público.
Modelo 3 — Organograma por setor
Este modelo atende melhor edificações horizontais ou operações com áreas distintas.
COORDENADOR GERAL DA BRIGADA
├── LÍDER DO SETOR ADMINISTRATIVO
│ ├── Brigadista administrativo 1
│ └── Brigadista administrativo 2
├── LÍDER DO SETOR DE PRODUÇÃO
│ ├── Brigadista produção 1
│ ├── Brigadista produção 2
│ └── Brigadista produção 3
├── LÍDER DO DEPÓSITO
│ ├── Brigadista depósito 1
│ └── Brigadista depósito 2
└── LÍDER DA MANUTENÇÃO
├── Brigadista manutenção 1
└── Brigadista manutenção 2
Aplicação típica:
- indústria;
- centro logístico;
- depósito;
- fábrica;
- supermercado;
- hospital com áreas técnicas.
Modelo 4 — Organograma por turno
Este modelo é adequado para edificações com operação contínua.
COORDENADOR GERAL DA BRIGADA
├── TURNO DIURNO
│ ├── Líder do turno diurno
│ ├── Brigadista diurno 1
│ ├── Brigadista diurno 2
│ └── Brigadista diurno 3
├── TURNO NOTURNO
│ ├── Líder do turno noturno
│ ├── Brigadista noturno 1
│ ├── Brigadista noturno 2
│ └── Brigadista noturno 3
└── FINS DE SEMANA / PLANTÃO
├── Líder de plantão
├── Brigadista plantão 1
└── Brigadista plantão 2
Aplicação típica:
- hotel;
- hospital;
- indústria 24 horas;
- condomínio;
- centro de distribuição;
- shopping;
- serviços essenciais.
Modelo 5 — Organograma para empreendimento com múltiplos blocos
COORDENADOR GERAL DA BRIGADA DO EMPREENDIMENTO
├── BLOCO A
│ ├── Chefe de brigada do Bloco A
│ ├── Líder Pavimento 1
│ ├── Líder Pavimento 2
│ └── Brigadistas do Bloco A
├── BLOCO B
│ ├── Chefe de brigada do Bloco B
│ ├── Líder Pavimento 1
│ ├── Líder Pavimento 2
│ └── Brigadistas do Bloco B
└── ÁREAS COMUNS
├── Líder de áreas comuns
├── Brigadistas de circulação
├── Brigadistas de estacionamento
└── Brigadistas de apoio ao ponto de encontro
Aplicação típica:
- campus;
- condomínio empresarial;
- hospital com anexos;
- escola com blocos;
- complexo industrial;
- centro de eventos.
Modelo 6 — Organograma com bombeiro civil
Quando houver bombeiro civil na edificação, sua posição deve ser definida conforme o contrato, a legislação aplicável, a IT 17, a IT 03, o plano de emergência e a estrutura operacional.
RESPONSÁVEL PELA EDIFICAÇÃO
└── COORDENADOR GERAL DA BRIGADA
├── BOMBEIRO CIVIL / EQUIPE PROFISSIONAL CONTRATADA
│ ├── Apoio à prevenção
│ ├── Apoio ao combate inicial
│ ├── Apoio a primeiros socorros
│ └── Apoio à comunicação com emergência
├── LÍDERES DE PAVIMENTO OU SETOR
│ ├── Brigadistas de abandono
│ ├── Brigadistas de combate inicial
│ └── Brigadistas de primeiros socorros
└── EQUIPE DE APOIO
├── Segurança patrimonial
├── Manutenção
└── Administração
Observação: bombeiro civil e brigadista não são a mesma coisa. A função de cada um deve estar clara para evitar sobreposição indevida ou lacunas de responsabilidade.
Modelo em tabela para Word, PDF ou planilha
Além do desenho em árvore, o organograma pode ser montado em tabela.
| Nível | Função | Nome | Setor/Pavimento | Turno | Contato | Substituto | Certificado/Validade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Coordenador geral | Toda a edificação | |||||
| 2 | Substituto do coordenador | Toda a edificação | |||||
| 3 | Líder de pavimento | 1º pavimento | |||||
| 3 | Líder de pavimento | 2º pavimento | |||||
| 4 | Brigadista | Setor administrativo | |||||
| 4 | Brigadista | Depósito | |||||
| 4 | Brigadista | Produção |
Esse formato é útil para controle interno, atualização periódica e integração com certificados de treinamento.
Modelo visual em Mermaid
Para páginas técnicas, documentação Markdown ou sistemas internos, o organograma também pode ser representado em Mermaid.
flowchart TD
A[Coordenador Geral da Brigada]
A --> B[Substituto do Coordenador]
A --> C[Líder do 1º Pavimento]
A --> D[Líder do 2º Pavimento]
A --> E[Líder do Setor de Depósito]
C --> C1[Brigadista - Abandono]
C --> C2[Brigadista - Combate Inicial]
C --> C3[Brigadista - Primeiros Socorros]
D --> D1[Brigadista - Abandono]
D --> D2[Brigadista - Combate Inicial]
D --> D3[Brigadista - Primeiros Socorros]
E --> E1[Brigadista - Depósito]
E --> E2[Brigadista - Comunicação]
Esse modelo pode ser convertido em imagem para uso em treinamentos, planos de emergência e apresentações.
O que deve constar no organograma?
Um organograma de brigada deve conter, no mínimo:
- nome da edificação ou empreendimento;
- data de atualização;
- nome do coordenador geral;
- substituto do coordenador geral;
- líderes por pavimento, setor, bloco ou turno;
- brigadistas por área;
- função de cada brigadista;
- turno de atuação;
- contato interno, quando aplicável;
- integração com equipe de apoio;
- indicação de bombeiro civil, quando houver;
- referência ao plano de emergência;
- responsável pela atualização;
- observação sobre validade de treinamento.
Em versões para mural ou treinamento, pode ser melhor usar nomes e funções de forma objetiva, evitando excesso de informação sensível.
O organograma precisa ter nomes ou só funções?
Depende da finalidade.
Para gestão interna, simulados, treinamento e plano de emergência, o ideal é incluir nomes, setores, turnos e contatos internos.
Para exposição pública em mural, pode ser mais prudente exibir apenas funções, setores e orientações gerais, mantendo dados pessoais em documento interno controlado.
O importante é que a administração e a equipe de emergência saibam exatamente quem ocupa cada posição.
A versão oficial de controle deve estar atualizada e acessível aos responsáveis.
O organograma deve ficar exposto?
Pode ficar exposto em áreas estratégicas, mas isso depende da política de segurança, porte da edificação e tipo de informação apresentada.
Em locais como portaria, sala de segurança, central de alarme, administração, CIPA, brigada, sala de manutenção ou quadro de avisos, o organograma pode ajudar na resposta inicial.
No entanto, deve-se evitar exposição desnecessária de dados pessoais sensíveis. Uma alternativa é expor uma versão resumida, mantendo a versão completa em controle interno.
Com que frequência o organograma deve ser atualizado?
O organograma deve ser atualizado sempre que houver alteração na estrutura da brigada.
Situações que exigem revisão:
- troca de colaboradores;
- mudança de turno;
- alteração de líderes;
- vencimento de treinamento;
- mudança de layout;
- criação de novo setor;
- fechamento de setor;
- ampliação da edificação;
- mudança de ocupação;
- alteração no plano de emergência;
- contratação ou retirada de bombeiro civil;
- mudança de gestão;
- após simulado com falhas identificadas;
- após ocorrência real.
Como boa prática, o organograma também deve ser revisado em periodicidade definida pela administração, mesmo sem alterações aparentes.
Organograma e simulado de abandono
O simulado de abandono é uma das melhores formas de testar se o organograma funciona.
Durante o simulado, é possível verificar:
- se o coordenador foi acionado;
- se os líderes conhecem suas funções;
- se os brigadistas estavam presentes;
- se houve falha por ausência de turno;
- se a comunicação funcionou;
- se todos sabiam o ponto de encontro;
- se as pessoas com mobilidade reduzida foram assistidas;
- se o abandono ocorreu sem conflitos;
- se os registros foram feitos;
- se a estrutura precisa ser alterada.
Um organograma que parece correto no papel pode falhar quando testado. Por isso, o simulado é parte essencial da validação.
Organograma e plano de emergência
O plano de emergência deve indicar como a brigada atua em cada cenário.
O organograma deve estar alinhado a procedimentos como:
- identificação de emergência;
- acionamento do alarme;
- comunicação interna;
- chamada do Corpo de Bombeiros;
- abandono de área;
- combate ao princípio de incêndio;
- primeiros socorros;
- apoio a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
- controle de acesso;
- conferência no ponto de encontro;
- retorno seguro à edificação;
- registro pós-evento.
Se o plano diz uma coisa e o organograma mostra outra, a resposta pode falhar.
Organograma e sistema de alarme de incêndio
Quando a edificação possui sistema de detecção e alarme de incêndio, a brigada deve saber como responder ao acionamento.
O organograma pode indicar:
- quem verifica o alarme;
- quem comunica a emergência;
- quem orienta abandono;
- quem aciona o Corpo de Bombeiros;
- quem se dirige ao ponto de encontro;
- quem apoia pessoas vulneráveis;
- quem acompanha a central de alarme;
- quem recebe o Corpo de Bombeiros.
A interface com a IT 19/2025 é importante quando há sistema de detecção e alarme.
Organograma e saídas de emergência
A brigada precisa conhecer rotas de fuga, saídas, escadas, portas, descargas, áreas de refúgio e pontos de encontro.
O organograma pode distribuir responsabilidades por rota ou pavimento.
Exemplo:
- líder do pavimento coordena abandono;
- brigadista A orienta escada 1;
- brigadista B orienta escada 2;
- brigadista C verifica salas;
- brigadista D conduz ao ponto de encontro.
Essa organização ajuda a evitar aglomeração, retorno indevido, uso de rotas inadequadas e dúvidas no abandono.
Organograma e primeiros socorros
Em algumas edificações, o organograma pode indicar brigadistas com função de primeiros socorros.
Essa função deve respeitar treinamento, limites de atuação, equipamentos disponíveis, protocolos internos e acionamento de suporte especializado.
Exemplos de organização:
- brigadista de primeiros socorros por pavimento;
- equipe de primeiros socorros no ponto de encontro;
- apoio de ambulatório ou enfermaria;
- integração com hospital ou equipe médica, quando houver;
- acionamento do SAMU ou serviço local, conforme necessidade.
O organograma deve indicar quem atua, mas o plano de emergência deve detalhar como a atuação ocorre.
Organograma e combate ao princípio de incêndio
O combate ao princípio de incêndio deve ser realizado apenas quando houver condições seguras, treinamento e equipamento adequado.
O organograma pode indicar brigadistas responsáveis por combate inicial, mas isso não significa que eles devem se expor a incêndio desenvolvido, fumaça densa ou risco incompatível.
A prioridade deve ser:
- preservar vidas;
- acionar alarme;
- orientar abandono;
- acionar socorro especializado;
- combater o princípio de incêndio apenas se seguro e dentro do treinamento.
O organograma deve reforçar limites de atuação.
Organograma e ponto de encontro
O ponto de encontro é o local onde ocupantes se reúnem após abandono.
O organograma pode indicar responsáveis por:
- condução ao ponto de encontro;
- conferência de pessoas;
- comunicação de ausentes;
- manutenção da organização;
- apoio a pessoas vulneráveis;
- retorno seguro, quando liberado;
- registro do simulado ou ocorrência.
Essa função é especialmente importante em escolas, indústrias, hospitais, hotéis, eventos e edifícios com grande população.
Organograma e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida
A brigada deve prever apoio a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, crianças, pacientes, visitantes ou ocupantes que precisem de auxílio.
O organograma pode indicar:
- responsáveis por assistência;
- áreas de refúgio;
- rotas acessíveis;
- comunicação diferenciada;
- equipe de apoio;
- procedimento de evacuação assistida;
- integração com elevador de emergência, quando houver;
- contato com responsáveis por setores.
Esse ponto deve ser tratado com respeito, planejamento e sigilo adequado, sem expor dados pessoais desnecessariamente.
Organograma em escolas
Em escolas, o organograma precisa considerar:
- coordenação geral;
- direção;
- professores;
- inspetores;
- secretaria;
- alunos por turma;
- pátio;
- laboratórios;
- biblioteca;
- quadra;
- cozinha;
- rotas de fuga;
- ponto de encontro;
- turnos;
- crianças ou adolescentes;
- pessoas com deficiência.
A brigada escolar deve ser integrada ao plano de abandono e ao treinamento de professores e funcionários.
Organograma em hospitais e serviços de saúde
Em hospitais, o organograma precisa considerar:
- pacientes acamados;
- áreas críticas;
- centro cirúrgico;
- UTI;
- enfermarias;
- ambulatório;
- farmácia;
- almoxarifado;
- laboratório;
- gases medicinais;
- equipe assistencial;
- manutenção;
- segurança;
- evacuação horizontal;
- área de refúgio;
- turnos 24 horas.
A estrutura da brigada deve ser compatível com a complexidade da ocupação e com a dificuldade de abandono.
Organograma em hotéis
Em hotéis, o organograma deve considerar:
- hóspedes dormindo;
- turnos noturnos;
- recepção;
- governança;
- cozinha;
- restaurante;
- lavanderia;
- manutenção;
- garagem;
- andares de hospedagem;
- rotas de fuga;
- comunicação em outros idiomas, quando aplicável;
- ponto de encontro;
- hóspedes com mobilidade reduzida.
O turno noturno é um ponto crítico, porque a equipe costuma ser reduzida.
Organograma em indústrias
Em indústrias, o organograma deve considerar:
- produção;
- manutenção;
- almoxarifado;
- depósito;
- expedição;
- laboratório;
- utilidades;
- líquidos inflamáveis;
- gases;
- subestação;
- máquinas;
- turnos;
- áreas classificadas;
- rotas internas;
- portaria;
- equipe de segurança;
- brigada especializada, quando necessária.
O organograma industrial deve ser feito por setor e turno, refletindo o risco real da operação.
Organograma em shoppings e centros comerciais
Em shoppings, o organograma precisa articular:
- administração;
- segurança patrimonial;
- brigada interna;
- lojistas;
- cinemas;
- praça de alimentação;
- estacionamento;
- áreas técnicas;
- docas;
- eventos;
- público flutuante;
- rotas de fuga;
- comunicação por som;
- bombeiro civil, quando houver;
- equipes terceirizadas.
O desafio é integrar áreas comuns e áreas privativas.
Organograma em condomínios residenciais
Em condomínios, o organograma pode envolver:
- síndico;
- zelador;
- porteiros;
- equipe de manutenção;
- moradores brigadistas;
- vigilância;
- líderes por torre;
- líderes por pavimento;
- áreas comuns;
- garagem;
- casa de bombas;
- central de GLP;
- grupo gerador;
- ponto de encontro.
A brigada condominial precisa ser realista. Não adianta nomear moradores que não estão disponíveis ou não receberam treinamento adequado.
Organograma em eventos temporários
Em eventos temporários, o organograma deve considerar:
- responsável pelo evento;
- coordenador de emergência;
- segurança;
- brigadistas;
- bombeiros civis, quando houver;
- equipe médica;
- produção;
- palco;
- alimentação;
- controle de acesso;
- rotas de saída;
- público;
- comunicação;
- ponto de encontro;
- interface com Corpo de Bombeiros.
O organograma do evento pode ser diferente do organograma da edificação permanente.
Organograma e bombeiro civil
Quando a edificação possui bombeiro civil, é necessário deixar claro como ele se integra à brigada.
Ele pode atuar em prevenção, inspeção, resposta inicial, primeiros socorros, apoio ao abandono, controle de equipamentos e comunicação, conforme legislação, contrato, formação e plano de emergência.
Mas bombeiro civil não deve ser usado como substituto automático da brigada se a norma exigir brigada composta por pessoas da edificação.
A integração deve ser definida tecnicamente.
Organograma e equipe de segurança patrimonial
Segurança patrimonial pode apoiar o plano de emergência, mas não deve ser confundida automaticamente com brigada de incêndio.
A equipe de segurança pode auxiliar em:
- controle de acesso;
- abertura de portões;
- comunicação;
- isolamento de área;
- orientação de público;
- recepção do Corpo de Bombeiros;
- apoio ao ponto de encontro.
Para atuar como brigadista, precisa atender aos requisitos de formação e treinamento da brigada.
Organograma e manutenção predial
A manutenção predial pode ser essencial em emergências, especialmente em edificações com sistemas complexos.
Pode apoiar em:
- desligamento de energia, quando previsto;
- bombas de incêndio;
- elevadores;
- grupo gerador;
- sistemas de ventilação;
- central de GLP;
- hidrantes;
- sprinklers;
- portões;
- sistemas de alarme;
- informações técnicas para o Corpo de Bombeiros.
A manutenção deve estar integrada ao plano, mas suas ações precisam ser pré-definidas e seguras.
Organograma e administração da edificação
A administração da edificação tem papel importante na implantação e manutenção da brigada.
Cabe à gestão:
- garantir treinamento;
- manter documentos;
- atualizar organograma;
- apoiar simulados;
- providenciar recursos;
- contratar profissionais habilitados;
- manter sistemas em funcionamento;
- revisar plano de emergência;
- comunicar mudanças de layout ou uso;
- manter relação com responsáveis técnicos.
Sem apoio da administração, a brigada tende a ficar apenas documental.
Organograma editável: como estruturar o arquivo
Um modelo editável de organograma pode ser preparado em Word, PDF, PowerPoint, Canva, planilha ou ferramenta de diagramação.
Campos recomendados:
- nome da edificação;
- endereço;
- data de revisão;
- responsável pela atualização;
- coordenador geral;
- substituto;
- líderes por área;
- brigadistas por função;
- turno;
- contato interno;
- validade do treinamento;
- observações;
- assinatura ou validação da administração.
Para o Guia SEGCI, o download ideal pode ser oferecido em três formatos:
- Word editável;
- PDF para impressão;
- imagem PNG para mural;
- versão Mermaid ou HTML para páginas internas e sistemas.
Modelo de quadro editável para download
ORGANOGRAMA DA BRIGADA DE INCÊNDIO
Edificação:
Endereço:
Data de atualização:
Responsável pela atualização:
1. COORDENAÇÃO GERAL
Coordenador geral:
Cargo:
Turno:
Contato interno:
Substituto:
Observações:
2. LIDERANÇA POR ÁREA
Área / Pavimento / Setor:
Líder:
Substituto:
Turno:
Brigadistas vinculados:
3. BRIGADISTAS
Nome:
Setor:
Turno:
Função na emergência:
Treinamento:
Validade:
Contato interno:
4. EQUIPES DE APOIO
Segurança:
Manutenção:
Administração:
Bombeiro civil:
Equipe médica/ambulatório:
Outros:
5. INTEGRAÇÃO COM PLANO DE EMERGÊNCIA
Ponto de encontro:
Responsável pelo abandono:
Responsável por primeiros socorros:
Responsável por comunicação:
Responsável por recepcionar o Corpo de Bombeiros:
Observações:
Esse bloco pode ser convertido em formulário editável, planilha ou documento visual.
Como validar se o organograma está correto?
Um organograma está mais consistente quando responde claramente:
- quem coordena a emergência?
- quem substitui o coordenador?
- quem lidera cada pavimento, setor ou turno?
- quantos brigadistas existem por área?
- todos receberam treinamento válido?
- há brigadistas em todos os turnos?
- há funções de abandono, primeiros socorros e combate inicial?
- há integração com o plano de emergência?
- o organograma foi testado em simulado?
- os nomes estão atualizados?
- a estrutura atende ao dimensionamento da IT 17?
- há responsável pela atualização?
Se alguma dessas respostas não estiver clara, o organograma deve ser revisado.
Como apresentar o organograma em uma auditoria?
Em auditoria interna, renovação, vistoria ou análise documental, recomenda-se apresentar:
- organograma atualizado;
- lista de brigadistas;
- certificados de treinamento;
- validade dos treinamentos;
- plano de emergência;
- registros de simulado;
- atas ou registros de reciclagem;
- evidências de comunicação interna;
- documentos do responsável técnico, quando aplicável;
- relação de turnos;
- evidências de atualização após mudanças.
O organograma sozinho não prova que a brigada funciona. Ele precisa estar acompanhado de treinamento, implantação e registros.
Organograma e validade do treinamento
O organograma deve estar alinhado à validade dos treinamentos.
Se uma pessoa aparece como líder, mas seu treinamento venceu, a estrutura fica frágil.
Por isso, recomenda-se que o controle interno una:
- organograma;
- lista de brigadistas;
- data do curso;
- validade;
- reciclagem;
- função;
- setor;
- turno;
- certificado.
Essa integração evita que o organograma fique desatualizado.
Organograma e mudança de layout
Mudanças de layout podem exigir atualização do organograma.
Exemplos:
- criação de novas salas;
- abertura de novo setor;
- mudança de depósito;
- criação de mezanino;
- reforma de pavimento;
- mudança de rotas de fuga;
- alteração de ponto de encontro;
- mudança de ocupação;
- ampliação de equipe;
- alteração de turnos.
A brigada deve acompanhar a edificação real. Não basta manter o organograma original se a planta mudou.
Organograma e ocupação mista
Em ocupações mistas, o organograma precisa refletir os diferentes usos.
Exemplos:
- loja com depósito;
- hotel com restaurante;
- escola com auditório;
- hospital com laboratório;
- shopping com cinema;
- indústria com escritório;
- condomínio com comércio no térreo.
Cada área pode ter risco, população, rota e equipe diferente.
O organograma deve evitar simplificação excessiva.
Organograma e terceirizados
Muitas edificações possuem terceirizados em portaria, limpeza, segurança, manutenção, cozinha, operação e logística.
Essas pessoas podem estar presentes em turnos críticos e conhecer bem a edificação.
Elas podem integrar a brigada se atenderem aos requisitos de treinamento, vínculo operacional, disponibilidade e critérios normativos.
O organograma deve indicar terceirizados quando forem parte da resposta, mas a responsabilidade da administração sobre treinamento e integração deve ficar clara.
Organograma e visitantes
Visitantes, clientes, pacientes, alunos, hóspedes e público flutuante não integram a brigada, mas precisam ser considerados no plano de emergência.
O organograma deve indicar quem orienta essas pessoas.
Exemplos:
- equipe de recepção;
- líderes de pavimento;
- brigadistas em áreas de público;
- equipe de segurança;
- funcionários de sala;
- professores;
- monitores;
- equipe de evento.
A presença de público aumenta a importância de comunicação clara e rotas bem sinalizadas.
Organograma e comunicação interna
O organograma deve prever canais de comunicação.
Podem ser usados:
- rádio comunicador;
- ramal interno;
- grupo operacional;
- central de alarme;
- portaria;
- sistema de som;
- aplicativo interno;
- contato direto por setor;
- painel de emergência;
- equipe de segurança.
O canal deve funcionar em emergência. Não basta depender de comunicação informal.
Organograma e substitutos
Toda função crítica deve ter substituto.
A IT 17/2025 destaca que, na ausência do coordenador geral, deve estar previsto no plano de emergência um substituto treinado e capacitado, sem acúmulo de funções.
Essa lógica também pode ser aplicada a líderes de área e funções críticas.
Sem substituto, o organograma pode falhar em férias, folgas, afastamentos, mudanças de turno ou ausências temporárias.
Organograma e acúmulo de funções
Acumular funções pode comprometer a resposta.
Exemplo: uma única pessoa não deve, ao mesmo tempo, coordenar a emergência, verificar o foco, orientar abandono, prestar primeiros socorros, abrir portões e recepcionar o Corpo de Bombeiros.
O organograma deve distribuir responsabilidades de forma realista.
Em equipes pequenas, algumas funções podem ser simplificadas, mas o plano deve prever prioridades e substituições.
Organograma e documentação para o Corpo de Bombeiros
O organograma pode ser útil em processos de regularização, especialmente quando a brigada é exigida.
Pode ser integrado a:
- plano de emergência;
- atestado de brigada;
- lista de brigadistas;
- certificados;
- registros de treinamento;
- registros de simulado;
- documentação de PTS ou Projeto Técnico;
- relatórios internos de segurança.
A documentação deve ser coerente. O nome que aparece no organograma deve corresponder aos certificados e às funções reais.
Erros comuns em organograma de brigada de incêndio
Alguns erros aparecem com frequência:
- usar modelo genérico sem adaptar à edificação;
- montar organograma sem calcular a brigada;
- colocar nomes de pessoas não treinadas;
- esquecer turnos noturnos;
- não indicar substituto do coordenador;
- não distribuir líderes por pavimento ou setor;
- misturar bombeiro civil e brigadista sem definir funções;
- não atualizar após troca de funcionários;
- não integrar com plano de emergência;
- não testar em simulado;
- expor dados pessoais desnecessários;
- não considerar terceirizados;
- não considerar pessoas com mobilidade reduzida;
- não prever comunicação interna;
- deixar organograma em arquivo esquecido;
- não relacionar organograma com certificados e validade dos cursos.
O organograma precisa representar a operação real. Se ele não funciona em um simulado, precisa ser refeito.
Perguntas frequentes
O que é organograma de brigada de incêndio?
É a representação da estrutura da brigada, indicando coordenador, substituto, líderes, brigadistas, setores, pavimentos, turnos e funções de emergência.
Para que serve o organograma da brigada?
Serve para organizar a atuação da brigada, definir responsabilidades, facilitar comunicação, orientar abandono, apoiar simulados e integrar a brigada ao plano de emergência.
Qual norma trata do organograma da brigada de incêndio?
No Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 17/2025 – Brigada de incêndio.
O que a IT 17/2025 diz sobre organograma?
A IT 17/2025 indica que o organograma da brigada varia conforme número de edificações, pavimentos, empregados por pavimento, compartimento, setor ou turno, conforme o Anexo E.
Organograma é obrigatório?
Quando a edificação possui brigada exigida, a estrutura da brigada deve estar organizada e documentada. O organograma é o instrumento que demonstra essa organização.
Organograma é igual a lista de brigadistas?
Não. A lista mostra quem são os brigadistas. O organograma mostra a hierarquia, a distribuição por área e a função de cada pessoa.
Quem deve aparecer no organograma?
Coordenador geral, substituto, chefes ou líderes, brigadistas por pavimento, setor ou turno, equipes de apoio e bombeiro civil, quando houver.
O coordenador geral precisa ter substituto?
Sim. A IT 17/2025 indica que, na ausência do coordenador geral, deve haver substituto treinado e capacitado previsto no plano de emergência, sem acúmulo de funções.
O organograma deve ser por pavimento?
Em edificações verticais, geralmente sim. A organização por pavimento facilita liderança local e resposta rápida.
O organograma deve ser por turno?
Sim, se a edificação opera em mais de um turno. A brigada precisa existir também fora do horário administrativo, quando houver ocupação ou operação.
Bombeiro civil entra no organograma da brigada?
Pode entrar, desde que sua função seja definida conforme contrato, formação, legislação, ITs aplicáveis e plano de emergência. Bombeiro civil não deve ser confundido automaticamente com brigadista.
O organograma precisa estar no plano de emergência?
É recomendável que esteja incorporado ou referenciado no plano de emergência, porque a brigada precisa atuar conforme os procedimentos previstos.
O organograma deve ter nomes?
Para controle interno, sim. Para exposição pública, pode ser melhor usar versão resumida com funções e setores, preservando dados pessoais.
Quando atualizar o organograma?
Sempre que houver mudança de equipe, turno, setor, layout, ocupação, líderes, validade de treinamento, plano de emergência ou após simulado que revele falhas.
Conclusão
O organograma de brigada de incêndio é o documento que mostra como a brigada está estruturada dentro da edificação ou área de risco.
Ele não é apenas um desenho hierárquico. É uma ferramenta operacional que define coordenação, liderança, substituição, distribuição de brigadistas, áreas de atuação, turnos, funções e comunicação durante uma emergência.
No Estado de São Paulo, a referência principal é a IT 17/2025 – Brigada de incêndio. A norma indica que o organograma varia conforme o número de edificações, pavimentos, empregados por pavimento, compartimento, setor ou turno.
A estrutura deve ser compatível com a realidade da edificação. Um modelo para loja térrea não atende automaticamente um hospital, uma indústria, um shopping, um condomínio vertical ou um centro logístico.
O organograma deve estar integrado ao plano de emergência, aos certificados de treinamento, ao dimensionamento da brigada, aos simulados, à comunicação interna e à manutenção das condições de segurança.
Mais importante do que ter um arquivo visual bonito é ter uma brigada organizada, treinada, atualizada e capaz de agir conforme procedimentos claros.
Consulte a IT 17/2025 completa no Guia SEGCI e acompanhe os próximos conteúdos da série sobre atestado de brigada, dimensionamento, cálculo da brigada, plano de emergência, simulado de abandono e modelos editáveis para documentação.